quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quanto é preciso malhar para queimar as calorias de uma Coca-Cola?


Quem se preocupa em manter o peso ideal – mas volta e meia não resiste a uma latinha de Coca-Cola – ganhou um aliado fiel na dieta: a própria Coca-Cola. A filial britânica da empresa lançou recentemente o“Work It Out Calculator”, uma calculadora que ajuda você a queimar as calorias consumidas ao beber o refrigerante.
O funcionamento é bem simples: você escolhe a lata que consumiu (pode ser também de Sprite, Fanta ou outros produtos da empresa) ou o número de calorias ingeridas e recebe uma série de dicas de exercícios e outras atividades para não ficar com remorso por ter bebido o refrigerante.
Estão lá esportes, exercícios aeróbicos, corrida e até atividades caseiras, como limpar janelas e passar roupas. O tempo que deve ser dedicado varia de acordo com a quantidade de calorias: uma latinha normal de Coca-Cola (139 calorias) faz com que você tenha que caminhar por 30 minutos, por exemplo.
O site ainda fornece informações sobre nutrição, dieta, calorias em geral e prática de exercícios. Agora, se você for abusar de Coca-Cola nos dias livres, nem a própria empresa estará do seu lado.
Fonte: Coca-Cola
Via: TodaEla

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ferro


O ferro é um mineral fundamental para que as células mantenham seu bom funcionamento. Ele é essencial ao transporte de oxigênio, síntese de DNA e metabolismo energético. Um indivíduo adulto saudável tem em seu organismo de 4 a 5 gramas de ferro, sendo que cerca de 2,5 gramas na forma de hemoglobina (GROTTO, 2008).
Segundo GALANTE et al (2007), o ferro na hemoglobina transporta oxigênio para o músculo em atividade. Como componente da mioglobina, atua como fixador do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e músculo esquelético, para proteger de lesão muscular durante os períodos da privação de oxigênio.
A deficiência de ferro pode levar a conseqüências como anemia ferropriva, porém o excesso desse mineral é extremamente nocivo aos tecidos (GROTTO, 2008).
Os sintomas clínicos da anemia ferropriva são fraqueza, palidez, tontura, irritação, cansaço, falta de ar e falta de apetite devido ao comprometimento de transporte de oxigênio aos tecidos. A deficiência de ferro pode ainda acarretar alterações deletérias significativas ao sistema imunológico (PINTO, 2008).            
Já o ferro em excesso pode gerar espécies reativas de oxigênio levando a produção de radicais livres, causando danos ao DNA, prejudicando a síntese de proteínas, prejudicando a integridade celular (MACHADO et al, 2005).
O governo brasileiro implantou em junho de 2004 o Programa de Fortificação de Farinhas de Trigo e de Milho com Ferro e Ácido Fólico (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002) com a finalidade de suprir as recomendações nutricionais e minimizar a deficiência de ferro, e assim erradicar a anemia dentre os problemas de saúde pública (SATO et al, 2007).
Metabolismo
GROTTO (2008) afirma que o ferro é absorvido pelo duodeno, que apresenta vilosidades que aumentam essa absorção. O ferro fica estocado nas células do fígado, baço e medula óssea. Segundo GALANTE et al (2007) a absorção de ferro é determinada pela necessidade de ferro individual, ou seja, a absorção é regulada pelo estoque corporal de ferro em indivíduos saudáveis.
Existem duas formas de ferro provenientes da dieta: o ferro ferroso, também conhecido como ferro heme, e o ferro férrico, chamado de ferro não heme. O ferro ferroso é melhor absorvido do que o ferro na sua forma férrica. A absorção deste é muito limitada. Alguns elementos químicos como o ácido ascórbico pode transformar o ferro férrico em ferroso, aumentando assim sua absorção (DOUGLAS, 2002).
A aquisição do ferro da dieta na forma heme corresponde a 1/3 do total e é proveniente da quebra da hemoglobina e mioglobina contidas na carne vermelha. Ovos e laticínios fornecem menor quantidade dessa forma de ferro, que é melhor absorvida do que a forma não heme, encontrados em alimentos de origem vegetal (GROTTO, 2008).
Segundo o mesmo autor, o ferro é transportado no plasma pela transferrina, uma glicoproteína secretada pelo fígado. A transferrina solubiliza o ferro e facilita a sua liberação para as células. A capacidade de transporte da transferrina geralmente é limitada, e quando a capacidade de ligação com o ferro está saturada ocorre a existência de ferro livre no plasma, contribuindo para o dano celular nos casos de excesso deste mineral.  O organismo não possui um mecanismo específico para eliminar o excesso de ferro absorvido ou acumulado após a reciclagem do ferro pelos macrófagos. Assim, o controle do equilíbrio do ferro requer uma comunicação entre os locais de absorção, utilização e estoque. Essa comunicação é feita pela hepcidina, um hormônio peptídeo circulante recentemente descrito que teria um papel regulatório fundamental na homeostase do ferro, coordenando o uso e o estoque do ferro com a sua aquisição.
Normalmente o ferro é eliminado do organismo pelas secreções corpóreas, descamação das células intestinais e epidermais ou sangramento menstrual (DOUGLAS, 2002).

Biodisponibilidade
GALANTE et al (2007) aponta que na dieta comum pode ser encontrada uma variedade de substâncias que podem afetar a biodisponibilidade deste mineral, ou seja, substâncias que podem interferir na absorção do ferro pelo organismo. Existem tanto componentes facilitadores, como o ácido ascórbico, que é facilmente encontrado em frutas cítricas e vegetais, que aumenta a absorção do ferro não heme, como diminuidores da absorção de ferro como:
- taninos – chás, cafés, ervas e vinho tinto
- fitatos – as principais fontes são as amêndoas, amendoim, feijão branco, cereais e soja, inibe o ferro não heme
- oxalatos – é encontrado no espinafre, chocolate, cacau e beterraba
- cálcio – presente no leite e nos derivados, inibe ferro heme e não heme.
A vitamina A pode aumentar a absorção de ferro, já que ela inibe a ação de fitatos e polifenóis por se ligar ao ferro durante o processo digestivo (GALANTE et al, 2007).


Fonte: Site RGnutri